Yuri Costa: autenticidade e criatividade fazem parte da estréia do cantor e produtor no Halleluya

Em uma conversa bem descontraída, o cantor conta sobre a apresentação, além de sonhos, família, originalidade e ousadia que são próprias do seu estilo musical.


O primeiro show deste ano foi também uma estreia para Yuri Costa como uma das atrações principais do Festival Halleluya. Vale recordar a primeira vez em que o cantor se apresentou em um grande evento da Comunidade Católica Shalom, o Congresso de Jovens Shalom (CJS), em 2019. No evento, o cantor interpretou a música “Oferta” durante uma apresentação artística.

Em entrevista para o Comshalom, ele afirma que o CJS foi um marco em poder aparecer para muita gente:

“Cantar oferta foi uma oferta [pessoal] do meu nervosismo e ansiedade, e vejo como uma promessa de Deus. No CJS eu também tive uma grande experiência com os jovens e com a Comunidade, com a grandeza da alegria, do vigor dos jovens e, enfim, eu venho louvando a Deus por isso, porque é um reconhecimento natural, sem pressão, onde Ele mesmo vem conduzindo os meus caminhos”. Desde então, Yuri vem alavancando na carreira, não somente como cantor, mas também produtor musical.

Com muita simpatia afirma que é uma grande alegria estar no Halleluya, ainda mais nesse tempo difícil em que, por si só, já é uma esperança para humanidade e para esse povo ser alcançado por Deus. Além disso, a alegria se dá pelo faro de com a arte poder alcançar a muitos de forma ainda mais profunda.

“Eu tive uma experiência muito grande através da arte, da música e do teatro, e participar deste grande evento de evangelização, que é o Halleluya, e ainda mais nesse formato online, é tudo muito novo, muito grande, mas o coração está aqui pequeninho, cheio da graça de Deus para poder fazer o melhor para que as pessoas realmente tenham uma experiência com Deus, não comigo, mas com Deus.”

Conheça um pouco sobre Yuri Costa

Em 2017 começou a lançar músicas católicas e foi neste tempo que pôde conhecer a Comunidade Shalom, porém, ingressou apenas em 2018 na Comunidade. Alagoano, discípulo da Comunidade de Aliança, na Missão Shalom de Maceió, casado, pai e trabalha também como produtor musical. Ele nota que vive, neste tempo, uma uma promessa de Deus, que quer muito dele por meio da música. Coisas que ele ainda vem compreendendo com o passar do tempo, “Deus vai nos revelando as coisas aos poucos, se não a gente cai para trás e não aguenta”, afirma Yuri.

“Eu trabalho com música, com produção musical, então, há um tempo eu já trabalho com isso e, desta vez, como meu ministério, esta minha missão. Mas é só pra deixar claro, é Deus que está conduzindo tudo, não me imaginava chegar aqui hoje e estar junto de tantas pessoas que admiro e que sou fã. Enfim, tem sido uma grande alegria, e olhar para trás significa ter muita gratidão a Deus pelo o que Ele tem feito na minha vida.”

Sonhos, conquistas e autenticidade

Um sonho que ele tem, porém não possível realizar, seria um feat com Michael Jackson, devido à grande referência pop. Mas, no Festival Halleluya 2021 haverá uma participação especial e um lançamento de uma música. E voltando a falar sobre possíveis parcerias, o produtor revela que nunca quis gravar por conveniência.

Yuri sonha, ainda, em gravar com a Ziza Fernandes, Pe. Fabio de Melo, por exemplo, mas um processo que seja natural, assim como foi com Felipe Pezzoni (banda Eva), o Guilherme Pontes (MSH), e João Florêncio. Para ele, se for a vontade de Deus e para elevar e potencializar a evangelização, ele está de portas abertas.

Quem já conhece o trabalho de Yuri Costa sabe como a criatividade é um marco em cada trabalho, e para quem ainda não conhece, vale a pena conferir. Ele relata que sempre foi muito curioso e criativo, sempre busca uma novidade, um novo timbre, novas ideias e referências. Por se identificar com o estilo pop, tenta sempre inovar: “a cada ano e a cada música nova, tento trazer uma coisa diferente para as pessoas, para que elas tenham uma experiência com Deus. Não somente pelas coisas ousadas demais, mas pelas coisas simples, que são simples de um jeito diferente, tento sempre prezar, por mais que tenha as maluquices todas, para que eu possa executar e cantar com todo o meu amor e alegria. Estar servindo a Deus e estar sabendo também que estou ali ,a serviço Dele para as pessoas. Deus é que manda essas maluquices para mim e eu tento traduzir o que Ele quer no que eu consigo fazer.”

Por ser muito exigente, nas gravações e nas produções, o cantor tenta sempre sair do comodismo para cantar, e comenta, “as vezes sofro com isso, eu tento inventar tantas coisas que na hora de executar eu fico ‘meu Deus como vou fazer isso agora?’. Mas aí, eu vou, estudo e consigo, mas é coisa minha querer criar, ousar, e levar as pessoas a um encontro novo e diferente. Mas, ao mesmo tempo, percebo ser um desejo que Deus coloca em meu coração de levar algo novo para os jovens, principalmente que é um chamado do qual Deus sempre me fala, alcançar os de fora.”

Seja um pouco por essa ousadia da parte criativa, seja também pelo desejo dele em querer alcançar esse povo que já escuta música secular, cada vez mais Yuri cria uma maneira de levar ao povo uma mensagem de Deus. A arte alcança todos os públicos com essa loucura toda da evangelização.

Canção “Loucura”, um dos maiores sucessos paternidade e vocação

Yuri afirma que “Loucura” veio para traduzir a história da vida missionária, vocacionada. Enfim, em ser Vocação Shalom, pois é sempre uma loucura imaginar de onde viemos e onde estamos, e também para onde iremos. “É sempre uma loucura, e para o mundo é sempre esse choque de realidade e de decisão. A música loucura veio disso, de estar sempre querendo ouvir a voz de Deus, e que por mais que falem que eu seja louco, eu sou louco mesmo, e a loucura nossa é essa, viver longe da real felicidade, como fala a música. Então eu prefiro ser louco assim para o mundo, do que ser um são não tão saudável assim.”

Missionariedade, carreira, paternidade e vocação

Atualmente Yuri Costa está produzindo o novo álbum de Suely Façanha, o que para ele é um desafio e uma grande responsabilidade, de uma maneira simples, e meio sem jeito, ele afirma que “é só sentir mesmo, é só agradecer a Deus, eu não tenho corrido atrás para puxar alguém, tem sido muito natural, e também é fruto de um trabalho que venho fazendo, há muito tempo, de produção, de gravação, me sinto honrado, e também muito nervoso, são sempre grandes responsabilidades, e eu cada vez mais consigo contemplar a Deus mesmo. Eu só consigo contemplar a Deus, eu não posso tirar o foco disso, não posso começar me engrandecer. Não é isso que Ele tem sempre me pedido, é sempre para que eu possa levar as pessoas a terem uma experiência e que também eu receba a experiência da misericórdia e da providência Dele em minha vida, em todos os aspectos.

O produtor afirma que é bem difícil conciliar tudo, afinal é sempre um desafio, mas Deus dá a graça de conseguir viver cada tempo. Um grande fruto do seu matrimônio é a primogênita Cecilia, que por onde passa conquista olhares e sorrisos. “Eu tenho aprendido bastante com a Cecília, ao invés de somente ter o olhar do pai e da mãe estar ensinando a crescer, ela me ensina a crescer muito. Por mais ela sendo desse tamaninho, ela tem me ensinado a ir para Deus. Às vezes eu fico refletindo e pensando em Deus, a cada gesto dela, porque realmente ela me faz crescer como cristão, como homem, como pai, e não somente pai biológico, mas pai espiritual, saber ter esse olhar atento às pessoas, aos jovens, e realmente saber acolher.” Ao falar da filha, ele, com muita convicção afirma: ” A Cecília é isso, este poço de alegria, de charme, de simpatia… Tem sido bem prazeroso ser pai dela. Eu e a Mirna temos a aprender muito, talvez ela seja muito mais amiga de Deus do que nós. E tenho certeza que ela vai me ensinar a me levar a Deus, muito mais do que eu acho que eu vou levar ela para Deus.” Serviço Festival Halleluya 2021 Quando: De 23 a 25 de julho de 2021 Onde: Canal do Youtube do Festival Halleluya Instagram: @festivalhalleluya Facebook: Festival Halleluya